terça-feira, 31 de maio de 2011

João Pessoa: explorando melhor a cidade...

Seguindo nossa viagem pela maravilhosa cidade de João Pessoa, no dia seguinte acordamos “relativamente cedo”, pensando que chegamos no meio da madrugada ao hotel. Tomamos um café da manhã fantástico! Tudo muito bem feito e muito gostoso! Mas o dia precisava ser aproveitado... E saímos para “bater perna” pela cidade!

Com um mapa impresso por Mari e outro que pegamos no hotel, saímos para conhecer as redondezas do bairro de Tambaú, pertinho do hotel onde estávamos e que reservava ótimas surpresas. Passamos por um centro de turismo e abastecemos a bolsa de Mari com mais mapas e dicas de bares, restaurantes etc. A cidade é extremamente limpa, sem comparação com São Paulo, Salvador ou qualquer outra capital que eu já tenha conhecido (Aracajú fica bem perto, mas ainda sim JP ganha no quesito limpeza...). E nossos primeiros passos para explorar João Pessoa se deram com certo espanto, porém recheado de alegria e satisfação: ao parar em frente à faixa para atravessar os carros param para que você atravesse. O que deveria ser algo natural e comum se torna espantoso, visto o trânsito caótico e desrespeitoso de São Paulo e Salvador (as capitais das quais posso falar com mais propriedade).

Através dos mapas, chegamos ao MAP – Mercado de Artesanato da Paraíba (foto), onde pudemos observar diferentes produções artísticas e culinárias da Paraíba, desde lembrancinhas simples a cachaças muito bem elaboradas. Agora que sabíamos onde era o MAP, poderíamos voltar ali antes de ir embora para Salvador. Tivemos a ideia então de conhecer o Centro Histórico, já que o tempo não estava dos melhores e a praia não seria uma boa opção naquele momento. Pegamos um taxi com Sandro, um figura que é de Recife, mas mora em João Pessoa há 12 anos, e diz que não se muda de lá por nada (confesso que eu também não me mudaria...).
Ele nos deixou na Estação Ferroviária, com seu prédio histórico ainda em funcionamento. A região já não é das mais “abonadas”, tudo muito deserto por conta do feriado, mas nossa caminhada era necessária. Precisávamos explorar ao máximo a capital paraibana. Andando pelas ruas do centro histórico, pudemos perceber que ainda é preciso um cuidado maior com o patrimônio histórico da cidade, mas isso é fato em todo o Brasil. O prédio da Associação Comercial, a antiga Fábrica de Gasosas Tito Silva, os bares, restaurantes, tudo bem colorido e chamativo (foto).

Fomos até o Hotel Globo, hoje desativado e transformado em museu. Em sua época de funcionamento, era reduto de intelectuais e ativistas políticos. Do fundo do hotel uma bela vista do rio Sanhauá (foto), que posteriormente desagua no rio Paraíba. Continuamos a caminhada tendo como destino outros pontos turísticos da cidade. O primeiro deles foi a Casa da Pólvora, usado pelos portugueses para guardar armamento no período colonial. Subindo uma grande ladeira chegamos à igreja São Francisco, com sua bela arquitetura externa (foto). A interna deve ser linda também, mas não conseguimos conhecer. Ela estava fechada por conta do feriado. Em frente à igreja, havia um grupo de turistas gringos que esqueceram o protetor solar e pareciam porquinhos rosadinhos... rs.. E o tempo nem estava de sol forte!
 


















   Bem perto da igreja localiza-se a Academia Paraibana de Letras. Sabendo da grande influência de nomes como Ariano Suassuna e Augusto dos Anjos, esta se fazia uma parada obrigatória. Logo na entrada, o vigia do prédio nos recebeu com muita cortesia e educação, explicando tudo sobre a história do prédio, dos integrantes da academia, do acervo histórico, da "namoradeira" beirando a janela do casarão (foto), da sala dedicada exclusivamente a Augusto dos Anjos, do auditório de reuniões com suas bandeiras e mesas cheirando a mofo (foto), dos livros publicados e das visitas das escolas ao prédio (mesmo pedindo uma contribuição singela na hora da saída). Antes ainda da graninha da saída, ganhamos dois exemplares da Revista da Academia Paraibana de Letras! Textos ótimos, o Brasil precisa conhecer os poetas e escritores da Paraíba!
 
Nos despedimos e prosseguimos o passeio pela cidade, passando pela Igreja Nossa Senhora da Mercês (a matriz da cidade), o Mosteiro de São Bento (toda cidade tem um desses?), a Loja Maçônica Branca Dias, finalizando nosso passeio pelo centro da cidade no Solar de Lucena, aquele belo lago circular cercado de palmeiras imperiais. Decidimos então retornar para as proximidades do hotel e comer alguma coisa. Mas nada de táxi, fomos de “busão”! Gastamos pouco dinheiro e, rapidinho, estávamos em nosso destino! Excelente! Caminhamos pela orla em busca de uma mesinha tranquila e uma boa comida. A orla de João Pessoa é um caso a parte. Bem estruturada, organizada, com quiosques padronizados junto ao calçadão (onde também funciona uma ciclovia), é convite para um bom petisco e uma cerveja geladinha.

Escolhemos um dos quiosques e ao pegar o cardápio... “Quiosque do Gaúcho”! Do Gaúcho?! Bá, tchê... Gaúcho na Paraíba?! Mistérios brasileiros... Pedimos uma isca de peixe, um bolinho de camarão, uma cervejinha gelada, e depois de empanturrados de tanto comer voltamos ao hotel. O descanso se fazia necessário, afinal a caminhada foi grande e precisávamos aguentar firme o segundo dia... Ele prometia...
Prometia e cumpriu! 

Aguarde e confie...

terça-feira, 3 de maio de 2011

João Pessoa: a cidade que eu quero (e sempre quis) pra mim


Desde os tempos primórdios eu enfiei na cabeça uma vontade louca de ir para João Pessoa. Não se sabe de onde nem porque, mas eu sempre tive esse impulso.
Algo que me fascinou ainda mais foi um vídeo postado pela prefeitura de João Pessoa em 2006 para incentivar o turismo ao local ( http://www.youtube.com/watch?v=TB4eDxRwfuk ).
A questão é que este pensamento fixo martelava em meus pensamentos. E não apenas de conhecer, mas de morar! “Ué Fernando, como quer morar em uma cidade que nem ao menos conhece?”, diziam as pessoas. E eu respondia: “João Pessoa é o melhor lugar do mundo para se viver!”.

Mas, de fato, era preciso conhecer a melhor cidade do mundo. E isso foi um trabalho designado à melhor mulher do mundo: Mariana Lamotta. Preste atenção na saga:

Desde o começo de 2011 que ela vem me dizendo para não marcar nada no feriado de Páscoa. Imaginei eu uma comemoração simples referente à minha primeira vinda à cidade do Salvador: uma pousadinha em Imbassaí, Praia do Forte, Morro de São Paulo. Mas as especulações eram tantas que eu já não sabia mais o que poderia ser.
Sei que na quarta-feira, dia 20/04, eu tinha uma reunião a noite na faculdade para ali iniciar minhas aulas. Mariana só havia me dito para ir para a reunião com a mala no carro e, depois disso, ir direto para a casa dela.
Quando saí da reunião liguei para ela que me disse: “Venha para cá que eu marquei um táxi para levar a gente pro aeroporto daqui a pouco”. Deus do céu! Aeroporto?!?! Mas para que diabos de lugar nós vamos?!?!
Cheguei a casa dela e nós tomamos o táxi. Ela sem dizer uma palavra, deixando a ansiedade tomar conta de mim. Ao chegarmos no aeroporto ela enfim me revela para onde vamos: JOÃO PESSOA!!!!
Cara... JOÃO PESSOA!!! Eu quase chorei de emoção! Beijei tanto essa mulher, estava tão feliz, mas TÃO FELIZ que mal sabia o caminho para despachar as malas... SIM!!! JOÃO PESSOA!!!

Ah... e ali começava uma história repleta de momentos interessantes e felizes...
Ok, ok... Naquela noite o Bahia tomou uma lavada do Atlético-PR, mas isso não era problema. Muito menos o atraso nos vôos. Nosso amigo Luis, que já estava mais pra lá do que pra cá, estava esperando seu vôo para Buenos Aires acompanhado de “algumas” cervejas... Enfim, todos felizes demais! Principalmente eu! Eu e Mari em JAMPA!!! UHUUU!!!!
Estávamos acompanhados o tempo todo por um grupo da Shalon Turismo, com um homem bem estranho levando uma plaquinha para todos os lados do aeroporto em Salvador. Para todo lugar que olhávamos, estávamos cercados por integrantes do grupo da Shalon: praticamente uma praga.
Depois de um lanche caríssimo do Bob’s e um tempo de espera, entramos no avião. Isso já era madrugada (são pouquíssimos os vôos diretos para João Pessoa, e muitos deles acontecem pela madrugada).

Ao meu lado esquerdo no avião, estava Mari. Ao meu lado direito estava Seu Pedro, um senhor que viajava a primeira vez de avião. E adivinhem: Seu Pedro viajava com quem?! Sim! Com a Shalon Turismo! Mari logo pegou no sono, mas eu e Seu Pedro tomamos um lanche, conversamos um pouco sobre as impressões de se voar pela primeira vez, e sobre a felicidade que tomava conta dele naquele instante (ele estava muito feliz mesmo!). Seu Pedro estava tão feliz que os “fogos” eram intensos... Acredito que foram eles que me fizeram pegar no sono por um tempo da viagem.
Chegamos em João Pessoa! Ah... Terra abençoada!!! Já saí do avião fotografando!
Descemos as escadas e caminhamos pela pista (sim, caminhamos pela pista) para retirarmos nossas bagagens. O aeroporto de João Pessoa é muito pequeno, possuindo apenas duas esteiras de bagagem (mas uma só estava funcionando). A emoção e ansiedade me fizeram querer muito ir ao banheiro (nº 1). Reparei que o banheiro do aeroporto era muito mais limpo que o de Salvador, que o de Guarulhos. O aeroporto é muito bem cuidado, bem limpo, parecendo tudo muito novo.

Saímos do aeroporto e buscamos por um táxi para levar-nos ao hotel. Já era meio da madrugada, mais de 3h da manhã.
Entramos no táxi e o meu sorriso não cabia no rosto. Mari ia prestando atenção no caminho e eu ia conversando com o taxista sobre a cidade, seus prós, seus contras etc. Ele me contou sobre a reforma feita no aeroporto (há uns 4 anos), mas que ele já não dá mais conta do fluxo atual.
Ele contou também sobre a área de Educação e o campo de trabalho (fiz questão de perguntar). Descobrimos então que nosso taxista era também funcionário da Secretaria da Educação, formado em Pedagogia, atuando dentro de uma das diretorias de ensino de João Pessoa.
Depois de muita conversa e um longo caminho, chegamos ao Hotel Verde Green. Fantástico hotel!!! Todo sustentável, preservando o meio ambiente, muito bem planejado

Fomos para o quarto e desmaiamos... Era preciso acordar cedo para não perdermos o café dali algumas horas. O que não foi problema, já que ainda estava muito ansioso...

Mas o dia seguinte é assunto para um outro post....  Aguardem!!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Carnaval é coisa séria...

(demorei pra postar, mas aqui está!)

Muitos sabem da fama do Carnaval de Salvador, mas poucos sabem a seriedade com que esse assunto é tratado na cidade. Muitos deixam suas famílias, marido, esposa, filhos, bebês, trabalho, só pra participar da maior Festa Popular do Brasil.

A folia tem início na quarta-feira que antecede o Carnaval, com a presença de blocos de rua na Barra, acompanhados de suas fanfarras animadíssimas que contagiam o público. Um ambiente muito agradável, totalmente família, mas que merece os mesmos cuidados a serem tomados quando desfilamos em blocos e tudo o mais:

  1) Ir e voltar de carona com quem não bebe ou de táxi: a cerveja é certa e o álcool vai ficar no sangue por um bom período, então é melhor proteger a si e aos outros. Ter conciência é uma questão de inteligência.
  2) Deixar celulares, bolsas e carteiras em casa: levar apenas o dinheiro que irá gastar, sendo este armazenado na cueca em compartimento plástico, para que não molhe.
  3) Cueca com elástico bom: nada de cuequinhas velhas com aquele elástico totalmente esgarçado, ou seu dinheiro se perderá na multidão (voltar a pé pra casa não é viável, acredite)

Seguidos os passos de segurança e bem estar, é chegada a hora de participar da festa! E QUE FESTA!!!
Estávamos no bloco da Syene, incorporadora da obra em que Mari trabalha. Saímos no bloco e ainda curtimos um camarote no bar Porto Brasil, onde aproveitamos umas cervejas e uns espetinhos.

(na foto: Felipão, Miguita, Lara, Roberto, eu, Murilo "Paçoca", Joyce e Mari).

Mas este era apenas o primeiro dia de folia, ainda teríamos mais... Muuuuito mais!!!!
Na quinta-feira o circuito Barra-Ondina seria tomado por blocos e seus trios elétricos já, mas com um ambiente um pouco mais família do que nos outros dias. Eu e Mari estaríamos empenhados em buscar Murilo (irmão de Mari) e o casal Gabi e Gustavo (minha irmã e meu cunhado) no aeroporto. O casal "GG" se empirulitou para Itaparica, mas me encheu de satisfação em visitar-nos algumas vezes durante a folia. Coube-nos o santo descanso, sendo que não lecionei nem na quinta, nem na sexta por aqui (as escolas não funcionam).

Sexta-feira aproveitamos para curtir uma praia pela manhã e um barzinho à noite. Sábado de manhã uma praia básica no Jardim de Alah, próximo de casa, porque a noite prometia...
Era dia de aproveitar tudo que podíamos no camarote do Othon, o Planeta Band. Chegamos lá no momento em que abriram os portões (18h), e de lá não saímos até às 3h da manhã! Fantástico!!!

Vimos quase todos os trios passarem pelo camarote: Timbalada, Tomate (esse cara agita muuuito, guardem esse nome), Chiclete, Ivete... É impressionante a energia do pessoal e do momento em que passa um trio. Até mesmo eu que sou bem chatinho musicalmente entendi melhor o porque de tantas pessoas procurarem todos os anos o Carnaval de Salvador.

Um camarote recheado de serviços e atrações: palco interno com música o tempo todo, tarô, búzios, espetinhos, lanches, acarajés, abarás, mini-pizzas, mesa de frutas com chocolate, cerveja, refrigerante, água, destilados diversos, vinho espumante, temakis, sushis, massas... Aproveitamos de tudo um pouco!
Mas o "ápice" da noite estava por vir... Quando acompanhava Mari até o banheiro, eis que eu vejo ele: JUCA CHAVES! Um dos meus ídolos do que eu chamo de música "crítico-satírica", ali, entrando no banheiro masculino! Esperei ele sair do banheiro e fiquei de olho lá da entrada pra ver se ele lavava as mãos. Mãos lavadas, fomos eu e Mari (que já voltara do banheiro) ao encontro dele:

(F) - Olá Juca! Que prazer te ver aqui! Sou seu "fãzáço"!
(J) - Obrigado... Obrigado... Não sei se vocês poderão me ajudar... Vocês viram minha mulher?!
(F) - Sua mulher?!
(J) - É... ela é morena, não muito alta... Sempre que eu canto umas músicas toscas ela aprece, mas eu esqueci meu violão...
(M) - Olha Juca... é carnaval... melhor você achar sua mulher logo... vai saber, né?
(J) Tem razão! Vou procurá-la imediatamente! Um abraço a vocês! Obrigado!

Diálogos surreais com pessoas surreais... Adoro isso!

No domingo, saímos no Coruja, bloco comandado por Ivete Sangalo. O circuito do Campo Grande é bem longo e, em muitos pontos, apertado demais. Mas sobrevivemos...
Só não conseguimos curtir os outros dias... Carnaval é coisa séria mesmo por aqui! Vendemos nossos abadás e descansamos nossa beleza... Já tinha ganho o feriado com meia dúzia de palavras com o Juca... hehehe!!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mas o que tem em São Francisco do Conde?

Essa foi a pergunta que me fiz na sexta-feira a noite, quando eu e Mari planejávamos um passeio no domingo seguinte, 20/02/2011. Após uma breve pesquisa na internet por pontos turísticos e afins, resolvemos que este seria nosso destino no domingo.

Acordamos cedo, tomamos um café reforçado e caímos na estrada. Saindo de Salvador passando pela "Rótula do Abacaxi", nome carinhosamente dado ao complexo viário da cidade que é um verdadeiro abacaxi no trânsito soteropolitano. Pegamos a BR 324 com destino à Feira de Santana, saindo na BA 522 rumo a São Francisco do Conde.

Passando pela estrada, percebemos quantas pessoas de baixa renda existem nestas cidades. Aí martelava em minha cabeça uma frase de minha grande amiga Juliana Serzedelo (Jubs): "Na Bahia quem é rico, é muito rico. E quem é pobre, é muito pobre." Tristes imagens de casas bem simples, muitos barracos de madeira, outros de alvenaria sem reboco algum, se misturando à paisagem verde do início do Recôncavo Baiano, bem próximo ainda da Baia de Todos os Santos.

Enfim chegamos à cidade de São Francisco do Conde! E logo de cara, estacionamos o carro em frente a uma igreja bem antiga. E qual a nossa surpresa ao ver que na tal igreja, e em seus prédios anexos, funcionava a Apae da cidade. Um prédio aparentemente muito bem cuidado, que nós fizemos questão de registrá-lo (foto).

Voltamos para o carro e passamos em frente ao convento, que também possui uma igreja anexa. Seguimos o trajeto rumo à orla, onde encontramos o prédio futurista da Câmara Municipal da cidade contrastando com os prédios antigos do Juizado de Menores, a sede da Prefeitura, a Garagem Municipal (que devia ter uns 15 veículos, no máximo...) e o Mercado Central, todo colorido, mas que ainda estava fechado quando chegamos. Quem lê este texto pode até ter a primeira impressão de que demos uma volta gigantesca pelo município, mas tudo isso está em um raio de 4 quarteirões, nada de além disso...

O jeito foi sentar numa mesa de um quiosque na praça em frente à orla e tomar uma Brahma Chopp geladíssima:
- Amigo, por gentileza. Que petisco você tem aí para acompanhar a cerveja? Algum salgadinho, amendoim?
- Olha, entra aí e escolhe o que você preferir... Mais fácil...
Simplicidade que assusta, mas que ainda existe em alguns lugares do Brasil... A cena se repetiu quando acabou-se o primeiro pacote de salgadinho: entrei no quiosque e escolhi outro. Afinal, precisávamos de acompanhamento para as cervejas geladas que bebíamos para evitar o calor que já estava fortíssimo às 10h30min da manhã...
E depois das cervejas e salgadinhos (R$ 11,50 por DOIS pacotes de salgadinho e TRÊS Brahmas, isso é que é vida!!!), fomos ao pier para verificar de perto que um dos itens da programação tinha ido "por água a baixo"... Ou melhor, "por falta de água a cima"...
Com a maré baixa, não conseguimos atravessar para visitar a Ilha de Cajaíba, onde se localiza uma das primeiras contruções realizadas no Brasil: um belo solar, muito bem conservado, cercado de coqueiros e um belo jardim.
Tudo bem, pensemos em outra coisa... Mas o quê?! Estamos em São Francisco do Conde!!!!! 
Não há tanto assim o que fazer...

Foi aí que subimos até o convento para vê-lo de perto (é lindo mesmo, com uma bela vista da orla) e descansamos sob uma árvore, sentados num banco. Aliás, um banco providencial com relação ao calor e à subida para chegar até lá... Em frente ao convento, um colégio e um instituto de artesanato local. Voltando à orla, passamos pela pequenina Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia rumo ao mercado, que a esta hora já estava aberto.
Com a fome apertando, paramos em um dos bares do mercado, o "Bar Titio", onde fomos atendidos muito bem e nos empanturramos com uma carne-de-sol tipicamente baiana. Após "encher o bucho", descansamos um pouquinho, fechamos a conta e caímos na estrada novamente.

Nosso destino agora era a Igreja de Nossa Senhora do Vencimento, localizada no Bairro do Vencimento, ainda em São Francisco do Conde. Ao avistarmos as torres da igreja, Mari foi me sinalizando o caminho.
- A entrada é essa, lindo.
- Ok.
- Mas e agora, como fazemos para chegar lá?
- Ah linda, acho que é essa entrada aqui.
E a entrada nos levou exatamente à igreja, mas muuuito perto dela! Estávamos estacionados exatamente em frente à igreja (repare o retrovisor do carro no canto da foto).
Descemos do carro para fotografar e explorar o terreno. Foi quando Mari avistou, do outro lado das ruínas da igreja, um toldo colocado por moradores, algumas mesinhas e algumas pessoas bebendo praticamente dentro da igreja! O som que vinha de um carro estacionado do outro lado estava bem alto, nos presenteando com aquelas músicas maravilhosas que você espera nunca ouvir na vida.
Resolvemos entrar no carro, fazer meia volta e se empirulitar dali o mais breve possível.

No caminho, tinhamos a cidade de Candeias, onde pretendíamos tomar um sorvete e voltar a Salvador. O único problema foi encontrar uma sorveteria na cidade. Seguimos as placas rumo ao Paço Municipal, mas este é totalemnte isolado do restante da cidade, tendo apenas um hospital e uma unidade da Petrobrás por perto. Nada de sorveteria.
O jeito foi cair na estrada, voltar para Salvador e tomar um sorvete na Perini dentro do Salvador Shopping mesmo (o sorvete deles é delicioso!). Depois do sorvete um café na Livraria Cultura e um descanso merecido.

Ainda quero conhecer a tal Ilha de Cajaíba. Quem sabe não aproveitamos o passeio para ir até São Sebastião do Passé, outro município do qual muitos comentam. Na volta, podemos até tentar encontrar uma sorveteria em Candeias, ou mesmo tomar uma cerveja nas ruínas de uma igreja por aí...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cadê o Forte?!

Mesmo não sendo minha praia preferida do Litoral Norte da Bahia, sei que dessa vez tenho que dar o braço a torcer: a Praia do Forte me encantou...

Na manhã do último sábado (19/02/2011), saímos eu, Mari, Lara e Flávio (nosso visitante ilustre) rumo à famosa Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, situada no município de Mata de São João.
Um dia meio fechado em Salvador, mas a experiência de passeios anteriores nos dizia que o litoral norte possui um clima “a parte”. Sendo assim, seguimos confiantes através da Estrada do Coco (mesmo com o pedágio abusivo de R$ 6,90 aos finais de semana, cobrado tanto na ida quanto na volta).

Chegando lá, estacionamos o carro e seguimos a trilha rumo às famosas piscinas naturais do local, as quais nenhum de nós tinha visto ainda. Desta vez, Mari consultou a “tábua de marés” e viu que seria propícia nossa visita, onde aproveitaríamos ao máximo o passeio.
Realmente, as piscinas naturais são lindas, com vários peixes e outros pequenos animais marinhos que ali moram. Além disso, nadar nas piscinas naturais é algo relaxante, tranquilo, prazeroso e indicado para todas as idades. Famílias, casais, grupos de amigos... todos estavam ali para curtir o visual e a água tranqüila e verdinha.
Nesta região da Praia do Forte, um pouco mais afastada da Vila, a tranquilidade tem mais espaço. Acredito que, exatamente por isso, muitas tartarugas marinhas desovam nas areias do local, e seus ninhos são protegidos pelo Projeto Tamar.

Sem bebidas nem petiscos, fomos à Vila para mostrar ao Flávio como o turismo é explorado no local através dos estabelecimentos que ali existem: restaurantes, sorveterias, cafés, lojas de artesanato etc.
Pensamos em entrar na sede do Projeto Tamar, mas o preço nos fez repensar a idéia e voltar para o carro.

Já no início do caminho de volta, decidimos visitar as ruínas do Castelo Garcia D’Ávila, construído bem próximo à praia pela Família D’Ávila, de onde eles tinham uma bela e estratégica vista do mar. O espaço funciona como um museu, onde são cobrados R$ 6,00 de ingresso (estudante paga meia) para que você conheça o espaço interno, a segunda capela mais antiga do Brasil (datada de 1532, eu acho). Com alguns espaços de visitação interditados, ainda sim as ruínas do castelo são um belo passeio, onde a história é contada pelas grossas paredes que restaram da edificação, pelo clima proporcionado pela arquitetura da época.

Logo na entrada, existe um mini-auditório e um espaço onde são vendidas algumas telas e artesanatos que remetem à região. Além disso, existe um restaurante e uma grande área coberta, ambos reservados para eventos fechados como casamentos, confraternizações etc.

Na volta para Salvador, uma moqueca de camarão no almoço e um rodízio de massas, crepes e pizzas no jantar com meu irmão Vinícius Muniz, grande repórter da TVE... Um dia repleto de atividades!

Tá certo... Praia do Forte... mas... ONDE ESTÁ O TAL FORTE QUE EU NUNCA VI?!?!
Flávio deu uma boa explicação: talvez o tal “Forte”seja um cara sarado, todo fortão que é o dono da praia... Afinal, o cara tem vários estabelecimentos pela vila: “Casa do Forte”, “Sorveteria do Forte”, “Café do Forte”, “Restaurante do Forte”...

Bom, fica aí a dúvida... Em uma próxima oportunidade pela região e procuro o tal “Forte”...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A viagem de mudança...

Depois de algumas viagens muito marcantes para mim e cheias de fatos inusitados para contar, como minha ida à Olinda e Recife (PE) com um grupo de amigos, minha viagem por toda a Região Sul do Brasil com o pessoal que cursava Geografia na USP, o casamento que celebrei em Porto Ferreira (SP), minhas viagens à Maringá (PR), à Florianópolis (SC), ao PETAR (SP), à São Carlos (SP) e Araraquara (SP), resolvi não deixar mais passar e registrar abertamente estes acontecimentos. Assim nasceu este blog. Agora, que venham novas aventuras sempre!!!

Quando as pessoas se mudam, elas sabem que a vida lhes reserva grandes novidades... Mas muitas vezes nos esquecemos que estão reservados para nós também grandes desafios...
Morar sozinho é um grande desafio, mas ele fica maior ainda quando estamos em um outro Estado. Afinal, por mais que o Brasil seja um país onde todos nós tenhamos muito em comum, a Bahia e São Paulo possuem muitas coisas diferentes.
E foram estas coisas diferentes que também fizeram com que eu aceitasse o desafio pessoal de fazer a vida aqui em Salvador.

Cheguei em Salvador, "de mala e cuia", no dia 31/01/11, uma segunda-feira. São Paulo estava ensolarada, e eu parti do Aeroporto de Congonhas rumo a Campinas no ônibus da Azul (que também é azul) para embarcar no avião da Azul (que geralmente também é azul).
Ao chegar ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, fiquei um pouco perdido: era a primeira vez que eu estava embarcando naquele aeroporto. Não sabia bem onde haveriam restaurantes, cafés etc. Não sabia onde despacharia minha bagagem, não sabia nada...

No fim das contas, descobri onde despachar as malas todas (tá... todas "duas"...), e saí em busca de alimento, pois já eram duas da tarde e eu não havia almoçado ainda!
Encontrando uma bomboniere, comprei um chocolate, um pacote daqueles amendoins do tipo ovinho, uma água com gás. Mas minha fome não se resumiria apenas a estes petiscos: precisaria de sustância! E muuuuita! Isso era só em caso de extrema emergência...

Depois de não encontrar retaurante ou lanchonete alguma, adentrei à sala de embarque, na esperança de que lá encontrasse algo. E encontrei!!! Um café!!! Onde haviam salgados caros, gordurosos e suculentos na vitrine! Não tive dúvida: pedi logo três salgados e uma Coca-Cola bem gelada.

Ao pagar e receber meu valioso alimento, vi que existia apenas uma cadeira e uma mesinha disponível para que eu pudesse comer com um pouco mais de calma. Sentei ali e me senti um tanto quanto culpado, ao ver um rapaz comendo desesperadamente uma coxinha, encostado no balcão, enquanto segurava sua bagagem "de mão", entre as pernas... (sim, faltam mesas e cadeiras nesta área do aeroporto)...

Qual a minha surpresa ao chamarem os passageiros de meu voo e eu caminhar até a pista: estava diante de um autêntico avião da Embraer todo COR-DE-ROSA!!! Fiquei surpreso em ver um avião da Azul rosa, mas registrei o momento e embarquei na aeronave. Logo de início, a tripulação foi apresentada e recebemos a explicação de que a Azul está realizando uma campanha apoiando a prevenção ao cancer de mama.
Muito espaço interno, TV's individuais, um belo avião. A tripulação muito educada e prestativa também.

Já na chegada a cidade de "São Salvadô", a bela vista da Baia de Todos os Santos, da Cidade Baixa, do centro histórico com suas ladeiras e baianas fazendo acarajé, o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda, o Porto Turístico, a Marina, o Solar do Unhão, o Farol da Barra, as obras de construção da Arena Fonte Nova ("Bora Bahêa!!)... Até avistar a Paralela (oficialmente Av. Prof. Luis Viana) paralela à orla, repleta de carros, ônibus, caminhões, compondo um trânsito carregadíssimo...

Desembarcando em Salvador, fiquei tomando um maravilhoso suco de graviola (na verdade dois), que estava uma delícia (é o meu preferido... hehe..), enquanto esperava Mari vir me buscar...
Cheguei enfim à minha casa e estou esperando novas aventuras para descrevê-las a quem tiver paciência de lê-las...